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Conto – Príncipe Impossível – Capítulo 48: Enfim – Final

Stan veio para cima de mim com toda a sua fúria. Ele brincava comigo como se eu fosse um rato e ele um faminto gato. Ele caminhava lentamente até mim e eu tentava fugir dele por entre seu apartamento. Devia ter desconfiado desde o começo. Quem melhor para ser um estuprador em série do que o detetive que estava a frente do caso? Ele sabia de todos os detalhes, sabia quais tinham sidos seus erros e podia esconder pistas. Ele e Jake atuaram por tanto tempo porque um detetive o ajudava em seus crimes. Não foi Jake que estuprou Gray. Foi Stan.

– o que você vai fazer? – perguntei para Stan.

– terminar o que o meu amigo Jake começou. Você será a última vítima e então o Escultor irá se aposentar para sempre. Um estará morto e o outro estará impune.

– então você vai me matar?

– claro. Você sabe quem sou eu – falou Stan parando de andar – mas não existe motivo para não me divertir com você primeiro.

Sabia que tinha enviado minha localização para Eve. A minha única salvação seria se ela viesse até onde estava. Tinha que enrolar o máximo que pudesse.

– o que você vai fazer para esconder meu corpo? Como vai sair com ele por esse prédio.

– em pedaços – falou Stan apontando para um lado da sala. Havia algumas sacolas e alguns baldes. Em cima desse baldes haviam galões com produtor químicos que ele usaria para derreter minha carne.

– os ossos serão enterrados onde nunca serão encontrados.

– porque está fazendo isso?

– não sei. O melhor de tudo vai ser ir até Gray e dizer que você não foi encontrado. Ver a expressão dele ano após anos pensando em onde você estaria.

– logo ele vai pensar que eu morri e vai seguir em frente.

– Isso é o melhor de tudo. Vou guardar algumas partes suas. Cabelos… orelha, dedos… todo aniversário do seu desaparecimento eu vou enviar uma parte sua para manter viva a sua lembrança. Ele vai achar que você está vivo e sofrendo. Vou garantir que ele esteja morto mesmo que esteja vivo.

– você é um psicopata.

– talvez sim talvez não, mas seu namorado matou meu amigo.

– isso não trará ele de volta.

– pelo contrário – falou Stan – quando sua amiga Morgan der a luz eu vou fazer uma visitinha ao berçário.

– você não pode fazer isso. Ela tomou uma difícil decisão ao decidir manter a gravidez.

– não me importo. Vou criar ele como se fosse meu filho.

– você não vai sair impune disso.

– claro que vou. Sem corpo, sem crime. Eles tem o meu DNA. Aquela vagabunda mordeu o meu pau, mas desde que eu nunca seja fichado eles nunca terão nada para comparar.

– você só não contava com uma coisa – falei mostrando o meu celular. Eu gravei um áudio com a confissão dele e tinha acabado de enviar para Eve – Eve acabou de receber sua confissão. Ela tem a minha exata localização. Se algo acontecer comigo você será o suspeito número um. Uma vez que eles conseguirem um mandado para o seu  DNA eles vão te ligar aos outros crimes e a Jake. Fim de jogo.

Eu vi aa expressão de Stan mudar. Ele com certeza não se lembrou do meu celular.

– um erro de principiante – falei curtindo com a cara de Stan. Sabia que se ele estivesse com muita raiva ele cometeria erros ou me mataria com mais brutalidade.

– é bom saber disso – falou Stan pensativo – se eu vou ser pego eu vou ter que me aproveitar bastante de você – falou Stan vindo para cima de mim. Ele veio com tudo e com a faca levantada, mas ao invés de usar os braços para me defender eu usei a perna e dei um chute no estômago dele.

– chega de facas – falei correndo até a cozinha e abrindo as gavetas. Procurei por uma faca e a melhor que consegui foi uma faca de serra. Senti Stan me agarrando por trás e passando o braço pelo meu pescoço me puxando para trás.

– isso é gostoso demais – falou Stan me apertando na parede. Ele pressionou seu membro em mim e estava duro. Toda aquela violência com certeza o excitava – não sei se te estupro primeiro ou te mato depois? Que tal passar a faca no seu pescoço e te estuprar enquanto morre?

Virei a faca de serra e fiz um movimento para trás enfiando ela na perna de Stan.

– que droga! – reclamou Stan me soltando – que Merda! – gritou Stan enquanto arrancava a faca da perna. Era vida ou morte. Ele ou eu. Decidi não prolongar a briga.

Enquanto Stan tirava a faca fui até os produtos químicos e peguei um dos galões e o abri. Quando me virei Stan estava vindo na minha direção. Foi quando eu segurei firme e joguei o produto em Stan.

– desgraçado – falei com muita raiva. Stan começou a gritar de dor assim que o produto tocou sua pele. No mesmo instante eu vi o rosto dele ser corrido. Stan caiu no chão se contorcendo de dor e eu percebi que aquilo não estava acabado.

Fui por cima de Stan e virei o galão todo nele espalhando pelo corpo, braços, pernas e em todo o momento ele gritava e se debatia no chão. Não sei o gosto que tem a vingança, mas em minha língua ela tem um gosto doce. Pensar em tudo o que ele fez. Uma fumaça saia de sua pele enquanto o ácido o corria. Talvez ele não morresse, mas viveria o resto da vida como a aberração oque ele era.

– o que acha disso? – falei jogando galão vazio para longe – eu só estou te esculpindo Stan. Você será por fora a aberração que é por dentro.

Stan finalmente parou de se debater e tirou os braços do rosto. Consegui ver seu crânio e partes da sua mandíbula. Aquilo embrulhou meu estômago e eu corri até a pia da cozinha e vomitei.

Quase que no mesmo instante ouvi um estrondo. Olhei para trás e vi que Eve tinha dado um chute na porta. Ela apontou a arma para Stan no chão e olhou para mim.

– você está bem? – perguntou Eve.

– estou – falei novamente vomitando a pia. O cheiro da carne de Stan se derretendo me fez vomitar.

– ele está morto? – perguntou Eve. Ela obteve sua resposta quando Stan apalpou a perna dela. Eve levou um susto e mandou que ele ficasse parado.

– eu não acredito que fiz isso – falei olhando para Eve.

– foi legitima defesa – falou Eve.

Nesse instante alguns policiais entraram pela porta. Eles estavam armados e preparados para uma luta, mas eu já havia terminado.

– chamem uma ambulância urgente – falou Eve vindo até mim.

– você está bem?

– estou – falei abraçando Eve – me diga que isso acabou.

– acabou – falou Eve me abraçando de volta.

– você recebeu minha mensagem?

– sim. Você acabou de resolver um dos maiores crimes de Los Angeles. Você será visto como herói.

– não. não quero isso por favor. Não divulguem que isso aconteceu. Não quero ser uma vítima de novo. Diga que foi você ou qualquer um que resolveu esse caso. Eu só quero uma vida normal.

– tudo bem – falou Eve me soltando.

– não acredito que só vou ver Gray na segunda.

– não. eu liguei para ele assim que você saiu da Pegasus para ver Roger. Eu contei tudo. Tudo. Ele ainda não sabe sobre esse ataque e sobre Stan, mas foi o suficiente para ele dar meia volta.

– então ele está vindo embora?

– Sim. Ele chega no LAX em três horas. O que você acha de fazer uma surpresa pra ele no aeroporto?

– com certeza – falei vendo Stan ser colocando em uma maca e ser levado para fora do apartamento.

– então é isso? Stan era o amigo de Jake?

– Sim. O Detetive Holloway foi criado em Chicago. Ele estudou na mesma escola que Jake. Quando recebi sua mensagem eu pedi para o departamento puxas o passado do Detetive.

– que bom. Fiquei imaginando que ele fosse só um imitador e o verdadeiro ainda estaria a solta.

– sem imitadores. Os dois responsáveis por toda essa bagunça forma pegos. Um está morto e o outro será preso e julgado.

– e viverá como um monstro pelo resto da vida – falei respirando fundo por finalmente ver essa história chegar no fim.

Depois de todo o acontecimento eu fui levado a delegacia e dei um novo depoimento. Sai de lá e fui direto para o apartamento de Rachel e Oliver. Fazia um bom tempo que eu não os via e eles provavelmente tinham visto o que aconteceu no telejornal. Ainda falta uma hora para Gray chegar em Los Angeles então eu achei que tinha o dever de vê-lo.

Peguei um taxi que me levou ao bairro onde Oliver e Rachel estavam alugando em Sunset Strip. Era um bairro bonito e as casas eram bem chiques e extravagantes.

Bati na porta da simples casa e olhei para o horizonte. Haviam várias mansões inclusive uma ao longe no alto de uma montanha. Ela era branca cercada por árvores. Era enorme.

– Griffin? – falou Oliver abrindo a porta.

– oi Oliver.

– acabamos de ver na TV – falou Oliver me abraçando – eles disseram que Jake tinha um parceiro e ele foi pego. Era o detetive.

– quer saber da verdadeira história? O detetive me sequestrou e eu acabei com ele.

– sério? – perguntou Oliver – vamos entrando.

– verdade – falei caminhando para dentro da casa e foi quando eu vi Rachel sentada em frente a TV. Ela parecia a mesma. Sem corte, sem cicatriz.

– Griffin – falou Rachel me abraçando.

– oi Rachel. Como você está?

– estou melhor agora que vi o noticiário.

– eu vi o que aconteceu… bem, na verdade eu estava lá.

– não entendo – falou Rachel se sentando em frente ao marido.

– Eu estava lá. O detetive me sequestrou e disse que iria terminar o que Jake não terminou. A minha sorte é que eles me subestimaram. Eles acharam que eu tinha medo deles. Eu faria qualquer coisa para sobreviver e eu fiz.

– fiquei sabendo que ele não morreu – falou Rachel.

– verdade. Eu não o matei. Eu podia, mas eu o deixei vivo. Ele vai pagar pelo o que fez vivo e não morto.

– estou feliz por finalmente isso ter acabado – falou Rachel abraçando Oliver.

– então agora vocês vão voltar a ser meus vizinhos? Sinto falta de vocês.

– nós decidimos ficar. Não vamos conseguir morar lá – falou Oliver.

– vocês compram essa casa?

– não. Pagamos aluguel – falou Oliver.

– muito caro por sinal – falou Rachel.

– e aquelas enormes mansões que eu vi ao longo da montanha? – perguntei curioso.

– são lindas – falou Oliver – quando viemos para cá nós cogitamos ir para um delas, mas está bem além do nosso orçamento.

– vocês chegaram a ir naquela com a grande piscina?

– sim – falou Oliver – ela foi construída em 2013. Ela é engome. Tem seis mil e quinhentos metros quadrados. Tem oito quartos, sendo quatro deles suítes. Uma cozinha enorme, área de serviço, salão de jogos, sauna, jardim interno, biblioteca e uma enorme piscina com visão panorâmica para Los Angeles.

– porque vocês não foram para lá.

– ela não está lá para ser alugada e sim a venda.

– e quanto custa?

– dezenove milhões – falou Oliver – é uma casa linda, um luxo só, mas nós não temos esse dinheiro.

– sabe… Gray e eu também não vamos querer ficar no meu prédio se vocês não estiverem lá. Talvez vocês estejam certos. Um dia Gray e eu vamos nos casar e vamos precisar de um lugar para morar… o que vocês acham de morar conosco.

– nós? – perguntou Rachel – morando juntos?

– sim.

– onde?

– naquela casa – falei tirando meu cheque e entregando a Oliver.

– dez milhões? – perguntou Oliver surpreso mostrando á Rachel.

– vá amanhã até a imobiliária e dê esse dinheiro de entrada. O vigarista que me roubou foi preso e eles vão devolver o meu dinheiro em questão de tempo. Assim que eles me entregarem pago o restante pela casa e o resto eu vou evolver para os verdadeiros donos. 20 milhões é um preço justo por tudo o que passei.

– mas são 19.

– vou ficar com um pouco pra mim. eu mereço.

– tem certeza? – perguntou Oliver.

– claro. Nós merecemos viver em uma casa como aquela depois de tudo o que nós passamos. Tudo o que aconteceu nos uniu para sempre. Nós cinco podemos viver juntos. É uma casa enorme.

– podemos sim – falou Rachel me abraçando.

– você me liga para falar sobre os detalhes da compra, mas eu faço questão de que a escritura tenha o nome de nós quatro – falei me levantando.

– você já está indo? – perguntou Oliver se levantando comigo – Rachel fez o mesmo.

– sim. Gray viajou para Seattle e está voltando hoje pra casa. Vou espera-lo no aeroporto. Ele deve estar preocupado comigo.

– nós te levamos ao aeroporto – falou Oliver.

– não, eu posso pegar um taxi.

– nós fazemos questão – falou Rachel – vou ligar para a babá.

– é sério gente eu não quero incomodar.

– não é incomodo – falou Oliver – a babá chega em alguns minutos e nós podemos ir.

– OK – falei me sentando no sofá esperando pela babá.

Assim que a babá chegou eles me levaram até o aeroporto. Insisti mais algumas vezes para que eles não me levassem pois isso iria atrapalhar, mas ele insistiram em me levar e eu deixei. Assim que chegamos ao aeroporto nós caminhamos pelo saguão e fomos para o bar do aeroporto. Estive naquele lugar a muito tempo atrás quando beijei Gray pela primeira vez. Nós pedimos algumas bebidas e esperamos o tempo passar. O voo de Gray devia estar atrasado porque ele devia ter chegado em trinta minutos.

– ele chega que horas? – perguntou Rachel.

– na verdade ele já devia ter chegado. Ele não atende o celular e ele devia ter pousado meia hora atrás – falei tomando um gole do meu uísque com gelo.

Oliver e Rachel cochicharam alguma coisa entre si e eu achei estranho.

– o que estão cochichando? – perguntei curioso.

– não é nada.

– Oi! – falou Eve me assustando.

– Eve? – falei vendo ela se sentar do meu lado.

– olá.

– o que diabos está fazendo aqui?

– vim esperar Gray com você – falou Eve com um sorriso no rosto.

– meu deus – falei tomando a bebida – eu já sei o que está acontecendo.

– o que? – perguntou Eve.

– o avião dele caiu?

– o que? Não! – falou Eve – o avião não caiu. Ele só está atrasado Griffin. Relaxa.

– tudo bem – falei tomando outro gole da minha bebida  – eu estou bem. Estou um pouco nervoso, mas estou bem. O corte que Stan me fez nem precisou de ponto.

Fiquei em silêncio e olhei para a TV logo a minha frente distraído. O relógio marcava quase nove horas da noite e eu vi algo que me intrigou na TV. Era a minha foto. O noticiário estava falando sobre mim.

– porque diabos minha foto está na TV?

– eu não consegui guardar segredo – falou Eve.

– então você contou o que aconteceu?

– claro. Você foi um herói Griffin – falou Eve colocando a mão no meu ombro – o mundo precisa saber o que você fez. Você praticamente acabou com dois maníacos sozinho. A sobrinha do Prefeito foi uma das primeiras vítimas e ele disse que irá te condecorar com uma medalha de honra e não espalha, mas dizem que o governador e o presidente estarão presentes.

– eu não mereço isso – falei sentindo meu coração bater rápido.

– claro que merece – falou Oliver.

– com certeza – falou Rachel me abraçando.

Nesse momento o prefeito de Los Angeles dava uma declaração e falava sobre todos os acontecimentos terríveis que assolaram a cidade por quase dois anos. Ele falava sobre mim, sobre os estupros e sobre como a polícia estava envergonhada pelo detetive Stanley Holloway ter manchado o distintivo e o uniforme.

– você é meio que um Herói Americano – falou Eve.

– eu não sou um herói – falei envergonhado – talvez você não saiba a dimensão do que você fez. Foram vinte e sete vítimas. Dezessete estupros em dois anos. Mulheres, homens e até crianças. Se não fosse pro você tudo isso teria continuado.

Antes que eu pudesse responder meu celular vibrou. Era uma mensagem de Gray – “CHEGUEI” – dizia a mensagem.

– ele chegou – falei me levantando para ir até o portão de desembarque, mas eu levei um susto ao me virar. Gray estava atrás de mim. Ele usava um terno branco com uma rosa vermelha no bolso – Gray? – falei me assustando. Ele estava á alguns metros de distância.

Não era só Gray que estava lá. Morgan, Holly, Kiff, Rupert, Gordon, Scott, alguns funcionários da Pegasus, Gary; o porteiro do meu prédio, Stephen, Ally, meu pai e outras pessoas que eu conhecia. Haviam também pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida. Haviam alguns policiais de uniforme e eu pude reconhecer Zara e algumas das vítimas do Escultor. Todos eles estavam logo atrás de Gray.

– o que é isso? – perguntei me aproximando de Gray. Ao fazer isso Eve, Rachel e Oliver foram até a multidão que estava aglomerada atrás de Gray.

– você se lembra que música estava tocando aqui no aeroporto quando nos beijamos pela primeira vez? – perguntou Gray com um sorriso.

– me lembro – falei confuso – era “Listen To Your Heart” da Roxette.

– isso meio que se tornou nossa música – falou Gray com um sorriso – e no fim nós dois ouvimos nosso coração.

– mais ou menos – falei nervoso – o que está acontecendo aqui? Porque esse tanto de gente? Porque todo esse silêncio? – falei notando que todos estavam em silêncio e inclusive os passageiros aleatórios pararam para ver o que tinha acontecido.

– eles não querem perder a resposta – falou Gray se ajoelhando com uma perna. Ele tirou uma caixa do bolso do terno e a abriu. Dentro dela haviam duas alianças de ouro. Ao vê-lo fazer aquilo eu quase morri. Tinha muita vergonha de demonstrar afeto em público imagina ser pedido em casamento.

– o que é isso Gray! – falei nervoso.

– eu disse que nós somos fim de jogo – falou Gray com um sorriso no rosto.

– eu não sei o que dizer.

– você quer se casar comigo? – perguntou Gray com um sorriso largo no rosto. Ele tinha certeza da resposta.

– claro que aceito – falei colocando as duas mãos no rosto começando a chorar. Usava as mãos para ninguém visse minhas lágrimas. Gray se levantou e me abraçou.

Nesse momento todos os presentes começaram a gritar e jogaram pétalas vermelhas para o alto. Deslizei minhas mãos do meu rosto para Gray e o abracei forte.

– você me paga – falei tentando parar de chorar.

– você ainda não viu nada – falou Gray.

Nesse momento todas as pessoas presentes se organizaram em duas fileiras deixando uma passagem no meio. Vi que no final desse caminho havia um homem de terno.

– o que é isso?

– um casamento – falou Gray me soltando e ficando de pé ao lado do homem de terno. Percebi que o home de terno ao lado de Gray era o Juíz de Paz que iria celebrar a nossa união.

– eu não posso fazer isso – falei nervoso. Gray estava tão bonito, de terno… parecia um príncipe que agora já não era tão impossível. Eu estava com uma roupa tão normal.

– você pode fazer isso – falou Morgan vindo até mim. ao lado dela estava meu pai. Ele estava de terno.

– o que é isso?

– ele vai te levar até Gray.

– você o tirou da casa de repouso?

– sim. Você ia querer ele nesse dia – falou Morgan soltando o braço do meu pai que parecia confuso.

– onde estou? – perguntou meu pai olhando em volta.

– no meu casamento – falei olhando param eu pai.

– você vai se casar? – perguntou meu pai.

– parece que vou.

– com quem?

– aquele homem de pé lá na frente – falei apontando para Gray.

Meu pai olhou para mim com um olhar enigmático e sorriu. Ele não fazia a menor ideia de onde estava. Um fotografo apareceu na nossa frente e começou a tirar fotos. Eve estava ao lado dele.

– foi você que organizou isso?

– sim – falou Eve – Gray nunca foi para Seattle. Ele esteve o tempo todo aqui – falou Eve com um sorriso – nós estamos planejando esse dia a um bom tempo… claro que não faríamos aqui no aeroporto e sim em um lugar mais reservado, mas depois do que aconteceu hoje o Prefeito não hesitou em abrir uma exceção a você então tudo o que fizemos foi mudar o local e a data. Eu vi que meu pai sorriu para Eve.

– o que é isso? – perguntei para Eve.

– seu pai e eu tivemos uma conversa – falou Eve – eu disse a ele que você se casaria e que ele devia te levar até o noivo e ele concordou.

– tão fácil?

– um pouco – falou Eve – parece que ele gosta de mim.

– meu pai sempre foi galinha  falei respirando fundo.

– então vamos – falou Eve fazendo com que eu segurasse o braço do meu pai. Nos demos um passo e meu pai parou.

– o que estou fazendo aqui? – perguntou meu pai novamente.

– Kenny esse é o casamento do Griffin. Lembra que você concordou em leva-lo até o noivo?

– sim Annabeth – falou meu pai com um sorriso pegando no braço de Eve.

– quem é Annabeth? – perguntou Eve confusa.

– minha mãe – falei querendo chorar – ela se chamava Annabeth.

– OK – falou Eve segurando no braço do meu pai.

Nós três começamos a caminhar e eu ouvi o som de violinos. Um som doce e suave. Um seguida uma voz poderosa ecoou “At Last”. Música de Etta James. Nós continuamos caminhando e eu apertei meus olhos para ver quem é que estava cantando. Depois de alguns segundos eu congelei por dentro.

– Eve! Aquela é a Beyoncé? – perguntei não acreditando.

– eu disse que você era um herói. – falou Eve sorrindo. Respirei fundo e não acreditei que aquilo estava realmente acontecendo. Nós três caminhamos e a cada passo eu ficava um pouco mais perto de Gray. Ele tinha um sorriso em seu rosto e me aguardava ansioso.

Quando finalmente chegamos até Gray eu virei para meu pai e dei um abraço nele. Meu pai deu um beijo no meu rosto e Eve segurou no braço dele guiando-o até o lado direito. Me posicionei ao lado de Gray e o Juiz de Paz se colocou a nossa frente. Quando a canção acabou todos ficaram em silêncio.

– Estamos aqui hoje para celebrar as melhores coisas da vida. Estamos aqui para celebrar o amor, a confiança, a esperança, as dores e as alegrias – falou o Juiz. Em seguida o Juiz desviou seu olhar para os que estavam presentes na cerimônia – Vocês foram convidados para compartilhar este momento com Gray e Bruce porque são as pessoas mais importantes para eles. O respeito, a compreensão e o carinho que sustentam o relacionamento deles têm suas raízes no amor que todos vocês deram a este jovem casal. Por isso, é uma honra para os noivos contar com a sua presença, aqui, hoje. Embora muitos não morem exatamente ali na esquina, vocês nunca estão distantes dos corações de Gray e de Bruce.

– O Bruce aqui prefere ser chamado de Griffin – falei olhando ara Gray. Que deu risada assim como todos os presentes.

– OK – falou o Juiz também rindo – Gray e Griffin, vocês são parte insubstituível do seu ontem, do seu hoje e de todos os seus amanhãs. Um casamento precisa de uma comunidade, não apenas para amparar o casal nos momentos de adversidade, mas também para celebrar junto os momentos de alegria.

Olhei para trás e vi que Morgan chorava. A barriga dela estava enorme e ela parecia toda sentimental. Os seus filhos Stephanie e Vincent estavam com ela.

– Esta noite, recordamos também aqueles que não se encontram fisicamente nesta cerimônia, mas que se fazem presentes em nossos corações. Lembramo-nos com especial saudade de Annabeth Hazelhurst Griffin e Christopher Griffin Blake, mãe e irmão de Griffin. Gostariamos de nos lembra também de Valerie Kenndy Forbes, irmã de Gray e Cory Lenthall Rohrbough, filho de Steve. Pessoas a quem os noivos sempre dedicarão parte de sua felicidade.

Olhei para Gray e vi que ele tinha lágrimas nos olhos. Ouvir o nome da irmã deve ter mexido com ele. Levei minha mão até o rosto dele e limpei suas lágrimas.

– Ao festejarmos hoje este rito de matrimônio, devemos ainda nos lembrar daqueles que não podem dar este passo tão importante. Todas as vítimas de um terrível massacre que aconteceu esse ano que tirou cinquenta vidas e feriu tantas outras. O ódio está em todos os lugares assim como o amor. Um dia, num mundo mais justo, todos aceitarão que o amor não tem gênero, e que, antes de sermos homens ou mulheres, somos todos seres que amam. Esperamos que este dia chegue em breve.

Nesse momento eu vi Eve chorar. Uma amiga foi vítima desse massacre. Stephen também estava emocionado ao lembrar do filho que também foi vítima de um massacre.

– Muito se fala sobre o casamento no dia-a-dia. Muito se fala, inclusive, contra o casamento. Alguns acreditam que o casamento seja, efetivamente, o fim da vida – falou o Juiz continuando – Hoje, Gray e Griffin querem atestar que o casamento não é um fim, muito menos um começo. Esta não é uma cerimônia mágica, e não vai criar algo que já não exista. Eles já escolheram um ao outro como sua família, e hoje estão celebrando algo que já começou e que vai continuar crescendo ao longo dos anos. Pois o casamento é um processo. É uma caminhada ousada rumo a um futuro desconhecido, que envolve abrir mão do que somos, separados, em prol de tudo o que podemos vir a ser, juntos.

Todos em silêncio ouviam cada palavra.

– Gray e Griffin, vocês já foram muitas coisas um do outro – inimigos, colegas no trabalho, médico, paciente, amigos, companheiros, namorados, noivos, e até mesmo professores e alunos, pois vocês já ensinaram muito um ao outro e já aprenderam muito um com o outro, nestes últimos meses. Agora, com as palavras que vocês estão prestes a trocar, vocês passarão para a próxima fase, pois, com estes votos, vocês estarão dizendo ao mundo: “este é meu esposo”, “esta é minha esposa”.

Gray então olhou nos meus olhos e respirou fundo.

– Gray Kennedy Forbes, é de livre e espontânea vontade que você aceita o Griffin como seu companheiro em matrimônio?

– sim – respondeu Gray.

– Bruce Griffin Blake, é de livre e espontânea vontade que você aceita a Gray como seu companheiro em matrimônio?

– sim. Totalmente – falei rindo deixando uma lágrima cair, mas logo eu me recompus. Não gostava de mostrar vulnerabilidade em público.

– agora os noivos irão trocar votos.

– Griffin… – falou Gray fazendo uma pausa – Nunca acreditei em segundas chances antes de te conhecer. Tenho certeza de que passamos por muita coisas juntos e que a todo o momento você duvidou se o meu amor era verdadeiro. Sei disso porque eu também duvidei, mas a duvida existe onde o amor perdura. Hoje eu tenho certeza de que você é o amor da minha vida.

– Gray – falei levando minha mão até o rosto dele – obrigado por não ter me abandonado todas as vezes que tentei te afastar. Obrigado por ter me segurado todas as vezes que caí. Obrigado pro ter se levantando todas as vezes que me levantei. Muitos falam sobre a primeira vez e a última que se apaixonaram. Eu posso dizer com orgulho que você é o meu primeiro e o meu último. O meu Alfa e o meu Ômega. O meu começo, meio e fim.

– e agora – falou o juiz fazendo uma pausa dramática – as alianças. Todos bateram palmas quando o juiz disse aquilo. Holly veio até nós e entregou as alianças para o juiz.

– As alianças são símbolos físicos do compromisso de um casal e de sua ligação emocional e espiritual. Elas são consideradas um círculo perfeito, sem começo nem fim. Mas nós sabemos que estas alianças tiveram um começo. O material foi retirado da terra. Os metais foram liquefeitos, forjados, refrigerados e polidos. Algo belo foi produzido a partir de elementos brutos. O amor é assim. Tem origens humildes, pois vem de seres imperfeitos. O amor é o processo de construir algo belo com coisas simples. Gray e Griffin, que estes anéis sejam um lembrete visível de seus sentimentos um pelo outro neste momento. Ao olhar para eles, lembrem-se que vocês têm alguém especial com quem compartilhar suas vidas. Lembrem-se de que vocês se encontraram um ao outro e um no outro, e de que nunca mais andarão sozinhos.

Gray pegou uma das alianças e pegou minha mão

– Griffin, eu te dou esta aliança como sinal de que escolhi você para ser meu companheiro e meu melhor amigo. Receba-a e saiba que eu te amo – Gray terminou colocando a aliança no meu dedo.

– Gray  -falei pegando a outra aliança e colocando na mão dele – eu te dou esta aliança como sinal de que eu escolhi você para ser meu companheiro e meu melhor amigo. Receba-a e saiba que eu te amo – terminei colocando a aliança no dedo dele.

– Gray e Griffin, ninguém além de vocês mesmos detém o poder de proclamá-los esposos. Porém, vocês nos escolheram como anunciantes desta boa nova. E assim, tendo testemunhado sua troca de votos diante de todos que estão aqui hoje é com grande alegria que nós declaramos que vocês estão casados. Os noivos podem se beijar.

Gray segurou meu rosto entre suas mãos e aproximou o rosto do meu dando um beijo me meus lábios. Um selinho apaixonado. O primeiro beijo, enfim, casados. Todos começaram a bater palmas e mais uma vez jogaram pétalas vermelhas para o alto. Em seguida nós caminhamos até uma mesa mais a frente e assinamos a certidão de casamento. Rachel e Oliver assinaram como sendo nossos padrinhos.

– você é impossível Gray – falei segurando na mão dele enquanto caminhávamos até os nossos amigos e familiares. Eles nos cumprimentavam e jogavam arroz e nós. Agora a banda tocava uma música mais animada. Eve, Holly, Ally e Rachel estavam no microfone cantando uma música das ‘The Pointer Sisters’.

Um garçom veio até nós e nos entregou uma taça para mim e Gray. O fotografo veio até nós e nós entrelaçamos os braços e tomamos um gole enquanto ele tirava fotos.

– parabéns – falou Morgan se aproximando de nós. Ela me abraçou e depois abraçou Gray Os filhos de Gray vieram e Gray pegou os dois no braço e deu beijo neles.

– obrigado – falou Gray dando um beijo no rosto de Morgan.

– olha eu preciso dizer isso – falou Morgan.

– eu sei Morgan. É uma pena que a Beyoncé tenha ido embora – falei tomando um gole do meu champanhe – ela devia ter ficado um pouco mais, mas pelo menos Gray e eu conseguimos uma foto.

– não é isso – falou Morgan rindo e colocando as duas mãos na barriga – eu sei que devia ter perguntado a vocês antes de tomar essa decisão, mas eu não mantive o bebê por mim e sim por vocês.

– o que está dizendo? – perguntou Gray.

– Esse bebê merece dois pais amorosos que vão fazer qualquer coisa por ele. Por sorte ele vai ter um pai médico e um pai lutador – falou Morgan com um sorriso – o que vocês me dizem.

Gray olhou para mim e se lembrou que eu disse que nunca queria ter filhos;

– você disse que não queria ter filhos Griffin – falou Gray.

– eu disse que não queria sexo, não queria me casar e não queria ter filhos. E isso é tudo o que eu mais quero.

– isso é um sim? – perguntou Morgan.

– sim – falei olhando para Morgan e dando um abraço nela.

– obrigado Morgan – falou Gray abraçando-a.

– eu já tenho até um nome – falei olhando para Gray.

– qual? – perguntou ele curioso.

– Kurt Henry Forbes-Blake – falei olhando para Gray – o que acha?

– adorei – falou Gray dando um beijo na minha boca.

– parabéns – falou Rupert se aproximando de nós dois e nos abraçando. Ao lado dele estava Gordon.

– obrigado por terem vindo – falei abraçando Rupert e em seguida Gordon – sinto muito pelo o que aconteceu com seu irmão  -falei para Rupert.

– não se preocupe. Hoje é seu dia.

– e não é? – falei olhando em volta – eu nunca imaginei que me casaria em no aeroporto ALX.

– talvez um dia vocês virão em nosso casamento – falou Gordon olhando para Rupert.

– então vocês estão juntos mesmo? – perguntou Gray.

– graças ao Griffin – falou Rupert.

– eu faço o meu melhor – falei tomando um último gole da minha taça.

– eu trouxe uma coisinha – falou Gray nos deixando por alguns instantes e quando ele voltou ele estava com a garrafa de The Last Drop 50 anos.

– você lembrou?

– lembrei – falou Gray abrindo a garrafa e colocando o uísque em dois copos.

– espera – falei correndo até Stephen e puxando-o – vem comigo.

– OK – falou Stephen. Quando nós nos aproximamos de Gray eu vi a cara que Stephen fez ao ver a garrafa que ele me deu anos atrás.

– lembra do que disse quando me deu essa garrafa?

– sim – falou Stephen.

Peguei um outro copo e coloquei um pouco de uísque para Stephen.

– um brinde – falou Gray levantando o copo e nós dois fizemos o mesmo. Nós bebemos tudo em um gole só. Em seguida Gray serviu á Gordon, Rupert e a outros convidados.

– senhores a carruagem os espera – falou Eve.

– o que? – perguntei.

– a limusine que vai leva-los para a lusa de mel – falou Eve – ela está aguardando vocês.

– onde será a lusa de mel? – perguntou Gray.

– Uma semana na cidade do pecado – falou Eve – Las Vegas.

– nós precisamos ir agora? – perguntei colocando entregando o copo para um garçom – nós ainda nem comemos o bolo.

– claro – falou Eve batendo palmas – esquece o bolo – e não demorem porque aqui ainda é um aeroporto e a Limusine está estacionada em local proibido.

– OK – falei segurando na mão de Gray e nós corremos pelo aeroporto. Nós corríamos tão rápido e as pessoas olhavam para nós dois enquanto a brisa gelada passava por entre nossos cabelos. Eles pensavam “quem são esses loucos correndo pelo aeroporto”?

Quando eu tive a chance de dar um salto eu pulei. Não senti a queda. Quando a água subiu demais e eu quase me afoguei não me importei porque eu já tinha construído um muro. Quando a multidão gritou meu nome não foi de deboche. Foi ovacionando. Quando todos escolheram correr, eu escolhi ficar. Quando eu me apaixonei doeu muito. Valeu a pena. Essa era a única maneira de saber que o que eu sentia era real. Eu não sofri, mas senti dor. O que foi bom porque me ensinou a suportar. No fim de tantos dias turbulentos todos acabaram sendo bons no final. Quando o sol se pôs eu não vi a escuridão, mas a possibilidade de uma nova luz. Limonada? não obrigado. Prefiro os limões. Passei por muita coisa. Boas e ruins. Mas com todos os meus ossos quebrados eu posso dizer que vivi. E você?

FIM?

Não sei o que dizer. Estou triste por acabar. Espero ter feito um final digno para o que foi “Príncipe Impossível”. ao mesmo tempo sinto que escrevi o que queria e não tem porque continuar. Tudo o que é bom tem um fim, mas não fiquem tristes por muito tempo. Em breve vou começar um novo conto.  Ainda essa semana começo a postar o primeiro capítulo. Um grande abraço a todos especialmente um certo alguém que manteve contato comigo que me incentivou e me deu algumas idéias que me ajudaram a continuar (<3) Obrigado por terem lido. Sei que alguns começaram a ler os primeiros capítulos, mas não terminaram. Outros estão comigo desde o começo e é isso o que importa os que leram até aqui. Se fiz a sua vida um pouco mais feliz eu sinto que fiz algo que fez a diferença. Um grande abraço a todos.

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19 comments

  1. Que contou maravilhoso, sem duvidas foi o melhor de todos. Espero que continuem com os contos em breve.

  2. Meu deus conto mais que perfeito, amei sofre, chorei, ri, vi cada cena descrita na boa vou imprimir para eu ler sempre.
    Parabéns amei o final também
    acompanho desde o início

  3. Obrigado, meu querido! Por nos proporcionar essa maravilha.

    Sentiremos saudades do nosso querido, Griffin, Gray e seus amigos.

    Forever Príncipe Impossível!?

  4. Amei simplesmente perfeito… não podia acabar sem um final aonde o amor vence e mostra que sempre existe coisas e pessoa que vale a pena lutar sempre. Parabéns pelo maravilhoso e magnífico conto.

  5. Não podia ter final melhor. Passei dias ansioso a esperar de cada capítulo. Vive cada felicidade de Grifi. Me emocionei e me espantei tudo isso porque o conto tem vida e nos prega a atenção do começo ao fim.
    Meu parabéns estou já aqui na expectativa do próximo. Me faça sonha novamente me faça viver.
    ?? Nossa que frase. Podia ser o nome de conto. Fica a dica kkkkkkk.

  6. Simplesmente maravilhoso! Segui desde o primeiro capítulo. Confesso que me dava agonia quando entrava e o próximo capitulo ainda não estava postado. parabéns estou aguardando o próximo.

  7. Não estou conseguindo acreditar que acabou , estou acompanhando desde o primeiro dia que você postou o primeiro capítulo amei este conto por que com ele eu chorei, dei muitas risadas, me revoltei e e fiquei ansioso por cada capítulo.
    Obrigado por me proporciona esse momentos de alegria saiba que sou um grade fã do seu trabalho, e estou muito feliz por que foi um final muito bonito, até chorei kkk…
    Ja estou muito ansioso para ler o próximo conto.
    Obrigado pela história, e um grande abraço de um fã .

  8. Boa noite!
    Quanta raiva vc já me fez ao demorar a postar os capítulos, mas sempre me arrancava risos e lágrimas e q faziam a esperar valer a pena e mais ainda por esse final lindo e espetacular!!!
    Muitos, muitos e muitos PARABÉNS pela ótima história!!!
    Abcs

  9. Bem o que dizer de conto tão espetacular como esse? Bom, simplesmente me apaixonei por cada personagem e por cada parágrafo. Fico muito desapontado com a idéia de ter um fim, mais como você mesmo disse: TUDO QUE BOM, TEM UM FIM.
    Eu sou um grande admirador da sua criatividade. Espero qie continue assim! Não posso nem imaginar qual será o próximo conto.

  10. Gente, cadê o conto novo ?

  11. Simplesmente espetacular! Parabéns, passei dois dias lendo sem parar… sem palavras!

  12. Terminei hoje . E estou muito feliz com o desfecho do conto . Muito obrigado pela experiência ❤

  13. Luís Fernando Nascimento

    Esse conto foi perfeito, sempre que leio algo me identifico com algumas características de algum personagem, por isso gosto tanto.
    Parabéns!
    E que venha outros sucessos! 😀

  14. Nossa ,perfeito…comecei aler o conto a 3 dias e ao ver o final,nossa me emocionei bastante,história cheia de amor,suspense ,dramas mas no fim tudo perfeito.
    Viajei por todo conto imaginando a história pena que acabou,mas acabou com fim digno,amei muito me identifiquei total…amei ,agora partiu ler os outro rs
    Bjos

  15. Nossa, que conto maravilhoro, parabéns, nunca chorei, sorri, gritei, fiquei com raiva de uma historia igual fiquei nessa… Historia maravilhosa, parabens pelo trabalho, continue assim, e tente publicar um livro fisico, de preferência esse, serei um dos primeiros a comprar… ?????♥♥♥♥♥?????

  16. Será que ter um Príncipe Impossível 2

  17. É a segunda vez que eu leio e me emociono :'(

  18. Jaciel A.Albuquerque

    Nossa não consigo parar de chorar esse final ficou fabuloso

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