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7 motivos para assistir G. B. F. (Gay Best Friend)

Tanner Daniels e seus amigos vivem à margem da sociedade escolar em uma instituição dominada por três garotas que disputam o controle e o título de Rainha do Baile. Caprice Winter, a talentosa rainha do auditório, ‘Shley Osgoode, a simpática Mórmon que comanda os religiosos e Fawcett Brooks, rainha dos populares e ricos. Só que Brent, o melhor amigo de Tanner, não está satisfeito com essa situação. Ele planeja entrar no radar social da escola ao se tornar o primeiro homossexual assumido e disputar a atenção das três meninas, desejosas por um “Melhor Amigo Gay”. Só que, por acidente, é Tanner quem acaba sendo revelado para a escola toda e agora tem de lidar com três rainhas querendo sua amizade só por causa do seu rótulo.

G. B. F. é isso e muito mais. Eu não conseguiria resumir a genialidade deste filme em apenas um parágrafo nem se eu quisesse, e é por isso que eu selecionei sete pontos que vão ajudar você a entender por que ele é tão, mas TÃO LEGAL!
VEM, GENTE!
1 – Ele dá seguimento a uma tradição
Histórias sobre aceitação social são uma tradição cinematográfica. Por quatro décadas o tema vem sido revisitado com grande êxito. De Atração Mortal, nos anos 80, passando por Um Crime Entre Amigas, nos 90 e nosso queridíssimo Meninas Malvadas, nos anos 00, chegou a vez de um filme redefinir o gênero para os anos 10, trazendo diversidade social e cultural à mistura tradicional para torna-la ainda mais incrível.
G. B. F. é como se Meninas Malvadas fosse escrito por Diablo Cody, a autora de Yong Adult e Juno. Ele apresenta a estrutura básica de um filme adolescente para depois sistematicamente desconstruí-la e revelar um sentido maior por baixo das rachaduras.
2 – Faz isso com um elenco incrível
Hollywood está cheio de lendas cinematográficas, mas eu gosto de ficar de olhos nos jovens com potencial para tomar seus lugares eventualmente, e G.B.F. tem ótimos candidatos. É claro que, como o gênero manda, as atuações tendem para o caricato, mas tudo é feito de uma forma incrível.
Paul Iacono veio de The Hard Times of R.J. Berger, Sasha Pieterse se fez ser notada em Pretty Little Liars, Andrea Bowen é conhecida por seu trabalho em Desperate Housewifes, Xosha Roquemore tem feito um trabalho incrível em Project Mindy e é claro, temos Evanna Lynch, vinda nada mais, nada menos do que da saga Harry Potter. Guardem minhas palavras: esse pessoal ainda vai participar de muita coisa boa.
3 – Um protagonista maravilhoso
Michael J. Willet já é velho conhecido meu. Sua participação na excelente série United States of Tara não passou despercebida, tampouco sua presença na novata Faking It (sabe, aquela série que a Dana analisou, e que nós dois temos resenhado no Facebook do ConversaCult). Eu estou sendo 100% parcial ao dizer que ele é maravilhoso, mas eu não ligo. Ele realmente é. Sua atuação nunca deixa a desejar e em G.B.F. ele consegue construir um personagem incrivelmente autentico. O fato dele ser um ator assumidamente gay (assim como Paul Iacono, diga-se de passagem), também é de se admirar.

Ah, e ele canta também! (e as vezes, sem camisa).

4 – E um roteiro altamente citável
Eu sou uma pessoa extremamente chata com humor. Essencialmente politicamente correto, eu não consigo me engajar em qualquer tipo de humor pejorativo ou preconceituoso. E eu só posso dizer que esse filme é HILARIO! Talvez sua única falha é não ter nenhum personagem religioso visto de uma ótica positiva, mas não considero a falha tão grave. O roteiro é afiado e sabe usar suas piadas para desenvolver a história e revelar mais sobre os personagens e temas do filme – e isso é uma qualidade que eu amo em uma boa comédia. Quer dizer, sério, como não amar frases como essa:
Ou essa!
Sem falar nas citações. De Lindsey Lohan a Michelle Obama, de Crepúsculo ao Grindr, G.B.F. sabe ser afiadíssimo na hora de citar os outros.
5 – Tudo isso falando lindamente sobre sair do armário. Em todos os sentidos.
Essas são as únicas vilãs da história.

G.B.F. é sobre rótulos e como lidar com eles. Tanner é cobiçado não por sua personalidade, mas por ser jogado em um rótulo: GAY. Mas não é por gostar de rapazes que ele entende de moda ou musicais, se veste bem ou diz “Fierce”. Só que não para por aí! G.B.F. pode ter um protagonista gay, mas não pode ser visto como um filme de nicho. Todos nós temos armários dos quais sair. Fawcett esconde que é ótima em química com medo do que os outros pensam, Brent não aceita se assumir depois de Tanner por orgulho. Constantemente vemos personagens se conformando ou renegando seus rótulos, para perceber que todos nós os temos, mas ninguém se resume a eles.

6 – E tratando com maturidade a questão da homossexualidade.
Tanner é um personagem único. Sem exageros para qualquer lado, ele é um rapaz simples e tímido com um interior politizado e dramático que vai sendo descoberto no decorrer da história. Sem apelar para trejeitos exagerados, sua delicadeza ainda assim é visível. Sua sexualidade ainda está se definindo. Ela é latente, mas não tende para a promiscuidade – embora a de outros personagens tendam e isso não seja visto com maus olhos tampouco. No começo do filme ele se veste de forma simples e discreta, mas no final suas camisas são coloridas e as calças, apertadas. Ele tem amigos exagerados e dramáticos, como Brent, que é afeminado e tem fotos de Lindsey Lohan nas paredes, mas também tem amigos discretos como a revoltada Sophie, além de alguns que nem se encaixam em um padrão, como Gleen, que é totalmente hetero, mas é todo afetado.

De um jeito ou de outro, o filme sempre está tentando mostrar que não existe uma “maneira certa” de ser gay, e isso é muito legal.

7 – E é sexy sem ser vulgar
Quantos filmes nós conhecemos que se encerram com um beijo? Quantos são marcados por uma cena de sexo com o grande interesse amoroso do protagonista? Se você respondeu “muitos”, você está certo. G.B.F., no entanto, foge disso. É até difícil identificar o interesse amoroso de Tanner a princípio, pois a adolescência é exatamente assim: uma onda de hormônios que torna as emoções confusas e sempre em transformação. E a mensagem que o filme passa sobre esse assunto é tão, mas tão excelente que eu não podia deixar de enfatiza-la. A seu próprio modo, G.B.F. nos relembra o que todos os outros filmes costumam nos fazer esquecer: que não existe um único grande amor. E que as vezes, é importante considerar isso na hora de se relacionar com as pessoas.
O tumblr já foi dominado por fãs do filme (como fica evidente pela quantidade de gifs nesse post), que tal dar uma chance a eles e se unir a nós? Vou dar até um beijo em vocês pra ver se convence:

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